domingo, 17 de julho de 2011

Atenas

Sábado (16/07)
 
          Antes de falar sobre o dia em Atenas, queria mencionar um fato que ocorreu no aeroporto de Roma. Todos os passageiros sairam do avião e estavam caminhando pelo saguão. De repente chega perto de mim um rapaz que me mostrou um crachá. Ele era um funcionário ou coisa do tipo. Pediu me passaporte (detalhe que isso antes de chegar na suposta "entrevista" para entrar no país) e me perguntou se era a primeira vez que eu estava em Roma. Falei que não e que eu não tinha um carimbo de Roma porque eu tinha entrada na Europa por Madri (o passaporte é carimbado no primeiro país que você "pisou", e não o destino final) e me chamou para um canto. Ele pediu para abrir a minha mochila e, antes que que iniciasse algum questionamento, fui logo falando: "Ueit plis. I have a retorne passeige, reservexion in al destinaxion, segurity saúde, card vacineixon..." O rapaz não falou mais nada, agradesceu e me liberou. Eu nem ligo mais para coisas desse tipo. Já estou me acostumando com esse tipo de situação. Por isso é bom resaltar. Providenciar esse tipo de documentação é fundamental para evitar problemas.
           Tinha um dia para Atenas (por en quanto, pois ainda volto no fim da aventura) e, sem exagero, é o suficiente. É claro que depende do que você deseja ver, pois caso queira visitar algum museu  ou coisas do tipo, vai precisar de mais um. No meu caso, um dia não é o suficiente, pois além da Acrópole, quero conhecer o Estádio Olímpico de Atenas (pauco das Olimpíadas de Atenas 2004) e o estádio do Olimpiakos. Acho que dois dias pra Atenas é de bom tamanho.
            Logo quando acordei, parti (com um sol partindo a minha cabeça despeovida de proteção capilar) para o local mais esperado e principal destino dos turistas: A Acrópoles. Mas antes de chegar nela, tem uma subinha até lá. Mas o caminho é bem bonito...













          












          No caminho da Acrópoles nos deparamos com a vista do O Templo de Hefesto, no centro da Atenas antiga. É o templo grego antigo mais bem preservado do mundo. O Templo deve muito de sua sobrevivência ao fato de ter sido convertido em uma Igreja Cristã, no século VII DC. O interior foi removido e substitído por estruras de igrejas cristãs.
          Antes de chegar à Acrópolis, tem uma traducional parada no "monte" Aerópago, pois de lá consegue-se belas fotos.






          Por €12,00 justos, você compra um bilhete para entrar... 
 
          Então, aí estão as Acrópoles. Como o próprio nome diz, "cidades altas" (do grego ἄκρος, "alto", e πόλις, "pólis"); construídas no ponto mais elevado das cidades, serviam originalmente como proteção contra invasores de cidades inimigas, e quase sempre eram cercadas por muralhas. Com o tempo, passaram a servir como sedes administrativas civis ou religiosas. A Acrópole de Atenas foi construída por volta de 450 a.C. e foi dedicada a Atena, deusa padroeira da cidade. A maior parte das estruturas da Acrópole de Atenas estão em ruínas; entre as que ainda estão de pé, estão o Propileu, o portal para a parte sagrada da Acrópole...

 
... o Erecteion, templo dos deuses do campo, 
 
 
  
... e o Partenon




 















           O Partenon foi um templo da deusa grega Atena, construído no século V a.C. na acrópole de Atenas. É o mais conhecido dos edifícios remanescentes da Grécia Antiga e foi ornado (gostaram? Ornado...) com o melhor da arquitetura grega. O Partenon é um símbolo duradouro da Grécia e da democracia, e é visto como um dos maiores monumentos culturais do mundo. Ele foi construído para substituir um antigo templo destruído por uma invasão dos persas em 480 a.C.. Como muitos templos gregos, servia como tesouraria, onde se guardavam as reservas de moeda e metais preciosos da cidade. No século VI foi convertido numa igreja cristã e depois da conquista turca foi transformada numa mesquita. Em 1687, um depósito de munição instalado pelos turcos explodiu após ser atingido por uma bala de canhão veneziana, causando sérios danos ao edifício e a suas esculturas. Hoje o Ministério da Cultura grego leva adiante um programa de restauração e reconstrução.
          Mais um pouco da Acrópoles...




















           
          Pra mim, está escrito: Passagem par passáros (for bidden) perigosos.... Horrível essa!

          O Teatro de Herodes...



          O Teatro de Dionísio...




          Hora de voltar para o centro...





         E, como todos sabem, Atenas vivenciou alguns conflitos intensos nessas últimas semana. Não sei, praticamente, nada sobre as causa (não queria saber por motivos estretégicos, pois chegar em um lugar que está em rebelião não deve ser fácil. Preferi não saber a verdade). As ruas estão calmas, mas não acabou não. Várias pessoas estão acampadas na praça que fica em frente ao parlamento grego...



         Mas acho que eles cometeram um pequeno erro, pois é mais fácil passar a mensagem para o mundo e reinvidicar os direitos em inglês. Veja bem:







Entendeu algo?
          Mas por essa imagem que eles colocaram, deu para perceber as coisas foram sérias

 

              Acho que o povo não está gostando desses caras não...

 

        Retornei ao albergue a tarde para descabear um pouco, pois, pela noite, fui dar uma volta e ver Atenas ilumina. Aí está...













           Então é isso... Abraço a todos e Istambul é a próxima parada!
           Te amo Delllllllllllllllllllll... Você faz falta meu amigo! Mas vamos a luta!
          Descobri algo importante nesses dias: Não é só a ignorância humana que é infinita, as lágrimas também são!






















sábado, 16 de julho de 2011

Homenagem ao meu grande amigo!

            Fidel...



Esse blog vai perder um pouco do humor, um pouco da graça, a minha vontade para escrever não deve ser a mesma, mas ele vai me ajudar para passar o tempo em que eu estiver no hostel, sem o que fazer... Mas não é nada fácil... Isso não vai para ninguém, mas como estou longe, precisava, de alguma forma, “liberar” isso de mim, pois o sofrimento é muito grande.
                Perdi você... Perdi meu grande amigo... Del... Foram mais de 15 anos INESQUECÍVEIS ao seu lado. Não tem como esquecer do dia em que você chegou em uma caixa de sapato. Eu ainda tinha 13 anos. Você chegou bem de mansinho, no início ficava em casa, mas a noite dormia na área... Mas isso não durou muito tempo. E, pouco depois, já estava você se apossando da casa. E assim iniciava uma briga... A briga pra ver que ia dormir com você. Quantas vezes eu te peguei, coloquei na cama perto de mim pra você ficar ao meu lado... 
 Hoje, aos 28, quando eu paro pra pensar nessa nossa trajetória juntos (como sempre fiz durante todo esse tempo) não dá pra imaginar viver sem você. Sabia que você não era eterno, mas o medo de te perder era muito, muito grande... Hoje, com você, vai um grande pedaço de mim. Meu sorriso não vai ser mais o mesmo, meu humor também não. Chegar aí, entrar em casa e não ver você... Como? Foi muito fácil amar você... O que me consola é que sei que fizemos de tudo (eu, minha irmã, meus pais e a Duda) por você e que sei que você nos amava também. Isso era fato. Era uma fidelidade tremenda. Sempre você estava lá, ao nosso lado, abanando seu rabinho, pulando, brincando... Você era muito feliz conosco, mas você não tem a idéia do quanto você nos fez feliz. Nossa casa nunca mais vai ser a mesma. Você sempre estava lá, ao nosso lado, “em silêncio”, nem que fosse para “falar”: “estou aqui, podem contar comigo. Lembra-se quando o pai estava mal, com aqueles problemas na perna dele?  Você ficava ao dele o tempo todo, fazendo companhia, sendo um grande aliado para ele. Você deu muita força para ele!
Sabia que você não era eterno, mas não é nada fácil. E você já me deu cada susto... O primeiro foi quando você tinha uns 8 anos. Mas o desse ano... Você, perto de completar 15 anos me resolver ser atropelado! Que sufoco! Pensei que você não iria sair dessa, pois já estava velinho e com a patinha toda debilitada. Era veterinário a cada 3 dias, curativo aqui, curativo ali... E para você andar e fazer suas necessidades? Como eu não podia ficar com você o tempo todo (quase nunca, devido ao trabalho) sobrou para o meu pai (que na época estava ainda com o problema na perna dele também) ter que pegar você no colo, levar para área e depois trazer, novamente, para o quarto. Lembro-me bem quando cheguei perto do meu pai e pedi para ele não desistir de você. Nem precisava. Não tem como esquecer desses dias, das lágrimas que derramei só de pensar em perder você. Fizemos de tudo por você. E isso era, somente, a nossa obrigação. O que fizemos por você (cuidar, alimentar, brincar, acolher, ...) não é, absolutamente, nada daquilo que você fez por nós.
                E agora? Acabou... Quando eu chegar da rua, mesmo que tenha ficado ausente 10 min, quem vai chegar até mim abanando o rabo, querendo me lamber, todo feliz? Não vou mais poder ir ao supermercado com a Duda encher um carrinho de compras com coisas para você, não vai ter mais ninguém para pedir para pular na cama quando eu estiver na casa dos meus pais... Sei que eu fui bem chato com você, pois te agarrava, apertava, deixava você me lamber (nunca tive nojo de você!), carregava para um lado, empurrava para o outro e quando eu te dava uma bronquinha, basta você olhar para mim que eu não conseguia ficar bravo com você. Pequenas coisas agora como almoçar e não ter você por perto... Um aniversário e não ter você latindo e querendo estourar as bolas de soprar... Abrir um pacote de biscoite e saber que você não vai vir para perto para “pedir” um...
Acabou... sei que vou me conformar, ou melhor, estou conformado, pois você nos “avisou”. Nesses últimos dias... Você começou a ficar mais quietinho, no seu canto, sem muito “papo”, sem querer comer direito... Até que veio um desmaio e com ele um grande susto. Antes, eu pensei que era um susto, depois vi que não. Acho que você estava querendo nos dar um aviso do tipo: “pessoal... eu não sou eterno não... já tenho 15 anos e isso para um cachorro é muita coisa... estou partindo e sei que vocês vão sofrer, mas estou avisando antes para vocês começarem a se acostumar com esse fato...”. E foi isso. Depois vieram mais dois desmaios e quando você fez xixi na cama, pois não tinha força para se levantar, percebi que você estava indo.
                Não estava ao seu lado quando você partiu, e não sei até que ponto isso era bom ou ruim para mim. Mas você estava em ótimas mãos e como a veterinária mesmo nos alertou... era aguardar, pois não tinha nada a ser feito... Era a idade... E o melhor é que não vimos você sofrer, mesmo nesse dias você estava com um bom semblante. E foi muito bom, pois ver você sofrendo não seria possível para mim. Já tinha uma viagem programada e  quando cheguei na casa dos meus pais, um dia antes de viajar e fui te ver... Você estava na sala, deitado na sua caminha... Fiquei no chão ao seu lado, conversando com você... as lágrimas vieram e fui chorar no banheiro... Quando voltei, olhei para você, você me olhou... Não deu para segurar... E comigo todos foram atrás chorando... Ficava chorando, soluçando, olhando para você e você olhando para mim como se quisesse falar algo. Sabia que ali era uma despedida... E não fiz, pela primeira vez, o que era de costume... Sempre quando eu ia embora da casa dos meus pais eu me despedia de você. Nem que fosse com um apenas “tchau Del”... Não fiz isso, pois não iria suportar, não queria me despedir de você. Não tive força nem para olhar para você direito... Por mais que meu pai falasse que você iria esperar eu voltar, sabia que isso seria difícil. E, pensando racionalmente, foi melhor você ir agora mesmo, pois você não sofreu.
A dor agora é muito grande, mas sei que vai passar. A dor vai passar, mas a saudade... Isso nem o tempo para apagar. Agradeço muito a Deus por ter colocado você na minha família Fidel. Foi uma honra você ter dado a oportunidade de eu ter compartilhado a sua vida com você...
Obrigado por esses 15 anos meu amigo! Sei que vai demorar muito para essa lágrimas secarem, mas não serão lágrimas de tristeza não. Serão de saudades. SAUDADES DE ALGUÉM QUE VEIO, MARCOU O SEU TERRITÓRIOS EM NOSSOS CORAÇÕES E TORNOU ESSA FAMÍLIA MUITO MELHOR DO QUE ERA ANTES.
Força a todos nós!
Pai, mãe, Rafa, Duda... Muita força por aí. Fizemos de tudo por ele. Vamos guardar as boas lembranças, pois isso temos de sobra.
                Eu sempre te amei Del, e não será diferente agora!

“Amigo é coisa para se guardar
Debaixo de sete chaves
Dentro do coração
Assim falava a canção que na América ouvi
Mas quem cantava chorou
Ao ver o seu amigo partir...
Amigo é coisa para se guardar
No lado esquerdo do peito
Mesmo que o tempo e a distância digam "não"
Mesmo esquecendo a canção
O que importa é ouvir
A voz que vem do coração...”

Conexão em Roma e chegada em Atenas

Estou de volta para mais uma inusitada aventura. E tudo começou de modo bem calmo e tranquilo. Meu vôo de ida era Rio-Atenas com uma conexão em Roma. Com o tempo da conexão era grande, pois cheguei em Roma as 7h e o vôo para Atenas era Às 21H40, e já conhecia Roma, esse tempo era o ideal para dar uma volta, rever algumas coisas e conhecer outras. Então, sai do aeroporto e fui direto ao centro. Pensei... Vou rodar um pouco e por volta da 19h retorno ao aeroporto. Antes das 15h já estava lá. Não estava dando pra andar muito não, pois o calor era... Que isso! E andando pela rua dava pra ver o desespero do povo. Era um na sombra, outro com uma sombrinha, outro molhando o rosto... E a maioria, ao contrário de mim, era desprovido de melanina... Coitado deles! É bwm viável e interessante conhecer Roma a pé. Mas no calor... E isso é só o início... Vai ser tenso com esse sol!
                Bem, apenas colocarei algumas fotos de Roma e não farei descrições, pois isso já foi feito em algum tópico desse blog (janeiro/2011).
                Saí do terminal Termine (o principal de Roma)...
 --- fui para a praça da República. Lá tem uma fonte bem legal que dá uma bela foto...

                Mas acho que a crive está afetando a Itália mesmo, pois até racionamento de água nas fontes está tendo.
                Depois era hora de ir para a mágica Fontana de Trevi. Mas no caminho, uma pequena parada para uma fotinha do Vaticano. 
              Cheguei a Fontana (com esse calor, tava dando muita vontada de pular dentro dessa fonte), tomei o melhor sorvete do mundo bem ao lado, tampei, de costas, as tradicionais moedas. Conta a lenda que você tem que tampar duas (uma para agradecer a ida e outra para você voltar). Tampei três, pois, como não sabia disso, em janeiro tampei apenas uma. Fiquei devendo uma e paguei a dívida! Tampei as duas dessa vez e a outra para pagar a dívida.


               Depois, foi a vez de conhecer o Paternon (não tinha ido nele na última vez que estive em Roma)...

                Uma parada na Praça Navona...

                É nessa praça que se encontra a Embaixada Brasileira em Roma...
                Uma parada em outra praça para comprar cereja e amora... Olha que beleza...
                E esse limão do México está bem caro mesmo...
                Bem... hora de ir para o Coliseu... Mas no caminho tem muita coisa bonita pela frente...





                Uma parada para umas fotos no Coliseu e suas gigantescas filas...


         Como já conhecia por dentro, achei melhor não encarar essa fila para poder entrar. Fiquei apenas pelo lado de fora mesmo. E foi aí que conheci o cara que era o responsável para libertar os guerreiros prisioneiros no Coliseu (Ele pediu para não ser identificado e, por isso, “cortei” seu rosto.



                Brincadeiras a parte, parei num bar ao lado do Coliseu, comi uma pizza e uma Coca-Cola mega super faturada (4 euros)...

 ...e voltei para Termini para pegar um trem para o aeroporto. Mas antes, queria compartilhar para vocês uma curiosidade. Ou o italiano é muito bonzinho e gosta de promoções inusitadas ou a matemática deles é diferente da nossa...

                Cheguei ao aeroporto e fiquei boas horas lá dentro. Conheci um brasileiro bem educado (professor de História e Inglês em Sorocaba) que esta voltando ao Brasil. E meu vôo era às 21:40. Parei ao lado de uma tomada, carreguei meu celular e, enquanto esperava ele carregar, deitei no chão (isso mesmo!) e fiquei por lá um pouco (esse um pouco deve ter sido uma hora mais ou menos!). E assim o tempo foi passando e chegou a hora do embarque. Cheguei em Atenas às 24h e aí que eu comecei a perceber que o idioma vai ser tenso. Pela primeira vez consegui compreender, realmente, aquela frase: “Parece que está falando grego!” Que língua estranha... Parece que a pessoa está falando alemão de trás para frente (ou coisa pior). Não dá pra entender NADAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA. Muito louco. E o pior, é um porre para você se localizar, pois não bastando a língua ser estranha, o alfabeto deles não é o mesmo que o nosso. Então, para ver aonde está uma determinada rua no mapa, tenho que olhar letra por letra. È como se fosse um desenho para mim!
                Cheguei ao aeroporto e queria saber como que eu chegava em um determinado lugar. Não queria pegar taxi de forma alguma. Perguntei para um rapaz lá: “Do iu ispique inglish?” Ele respondeu não. Pensei: “Ainda bem!” rs. Ele me apontou um posto de irformações e fui até lá. Cheguei no balcão e o rapaz me cumprimentou e fui logo mandando essa: “Mai inglish is very teribol, bot I nide to gol to Acrópolis. Havi a bus? Wheri is the bus?” O rapaz compreendeu tudo,escreveu em um papel o número e nome do ônibus, o portão pelo qual eu deveria sair e, ainda, me deu um mapa da cidade. Pronto. Cheguei no ônibus e perguntei ao motorista se ele falava inglês e falei com ele para onde eu queria ir. Mandei essa: “Please, I nedi to stop near the Acrópolis” Ele me respondeu que era no “lest” ponto. Eu me confundi e achei que era no “next”. Quase desci no próximo. Minha sorte que ele falou: “last, finish”. Ele deve ter me achado bem esperto mesmo rs.
                 Parei no último ponto e, com a mochila nas costas, caminhei até o hostel. Uns 30 minutos de caminhadas às 1h da manhã. Nada mal. Rua tranqüila, limpa. Tudo muito organizado. Mas em uma determinada praça,parecia que estavam várias pessoas acampadas. Acho que era o pessoal das “rebeliões” que estão acontecendo por aqui. Não vi nada ainda. Qualquer coisa posto por aqui.
                No caminho, vi apenas uma prévia do que me espera: A Acrópolis!



                E a vista do meu quarto no hostel não é nada mal...
                 Então é isso por hoje. São 7h da manhã e vou dar uma dormidinha até as 10h para começar o meu dia de caminhada (com uma calça a menos, pois uma minha rasgou!).
                        Abraço a todos e acompanhem essa aventura.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Roteiro e estadia

             Está chegando a hora!
            Como prometido, estou aqui para passar os gastos com a estadia e alguns transportes. Mas algumas coisas podem acontecer durante a viagem e eu precisar ficar, por um motivo ou outro, a mais ou a menos em um lugar. Espero que isso não aconteça, pois, se ocorrer, vai dar um trabalho... Mas, se Deus quiser, tudo vai dar certo!
            O roteiro, que eu espero conseguir fazer, não vai ser fácil, principalmente, porque pretendo (e acredito que consiga) chegar à Grécia saindo do litoral da Turquia. Vamos ver no que vai dar!
            Inicialmente, para montar um bom roteiro, deve-se estudar um pouco sobre a região que você pretende visitar. Nesses 3 ou 4 meses de estudo, aprendi um pouco mais sobre esses dois países e, com calma, um roteiro viável deve ser escolhido. E não é fácil. Turquia é um território extenso (divido em dois continentes: europeu e asiático) e com uma cultura, completamente, diversificada. A Grécia nem precisamos falar, pois, além de sua importância história, ainda temos centenas de ilhas para escolhermos uma ou outra apenas. Essa escolha não é fácil.
            Comprei dois guias da Folha de São Paulo (cerca de R$ 70,00 cada), um das ilhas gregas e Atenas e outro da Turquia. Muito compensador, mesmo sabendo que muitas informações conseguimos obter na internet, o guia concentra as informações e facilita muito a nossa escolha. Mas muitas dúvidas surgem na hora do roteiro e em vários sites conseguimos colher informações.
            Adotei algumas estratégias importantes. Entrei nos sites dos consulados do Brasil na Turquia, da Turquia no Brasil, do Brasil na Grécia e da Grécia no Brasil e saí mandando emails para todos os contatos que apareciam pela frente. Foram mais de 20 emails enviados e muitos me responderam. Uns me encaminharam para agências de turismo aqui no Brasil, outro, por exemplo, colocou-me direto em contato com uma agência de turismo em Istambul (que não é a capital da Turquia, como muitos acham. A capital turca é Ancara) onde uma brasileira que trabalha nela me forneceu informações importantes.
           Paralelamente, entrei na comunidade Europa de Mochila (que sempre faço questão em ressaltar) e lá conversei com uma pessoa fantástica e prestativa (uma mulher de Brasília, que irei poupar a sua identidade). Ela, que já tinha ido para a Turquia, deu-me “coragem” e tirou todas as minhas dúvidas sobre como eu conseguiria fazer os traslados internos. Mandei várias mensagens para ela via Orkut e Facebook e ela sempre, com muita atenção, respondia-me. Tive a ajuda, também, de outras pessoas, e foi conversando com um rapaz (que tinha ido pra Turquia nesse ano) que consegui outra importante informação: o site em que eu conseguiria comprar, daqui do Brasil, alguns traslados de ônibus internos na Turquia (http://www.suhaturizm.com.tr/). Ele me informou que bastava eu comprar e trocar antes do embarque na própria rodoviária.
            Por fim, pesquisando na internet, consegui a mais esperada de todas as informações: como eu conseguiria sair do litoral turco e chegar a ilha grega Santorini (a ilha que eu mais quero conhecer).
            No site, peguei o email e entrei em contanto com a empresa. Um funcionário (ou dono, não sei) não só me deu o roteiro que eu teria que fazer, mas, também, o horário e o valor de cada ferry. Além, é claro, de me dar as coordenadas para comprar, antecipadamente, os bilhetes. O meu receio era (e ainda é) chagar no local e não conseguir pegar o ferry. Como não conheci ninguém que fez esse percurso que eu quero fazer, que é sair do litoral turco e (ao invés de pegar um vôo para Istambul e, depois, para Atenas e, só assim, pegar um ferry para conhecer as ilhas) pegar um ferry do litoral turco e passar para uma ilha grega, depois para outra e chegar a Atenas pelo mar para voltar ao Brasil, essa foi (e está sendo) a maior dificuldade para mim. Mas esse contato clareou muito as minhas idéias.
            Pronto. Agora com essas informações, estava pronto para arriscar, reservar os lugares e partir para essa grande aventura.
            Então, aí vai o roteiro e os gastos com estadia e alguns traslados.
           
            Roteiro previsto:
14/07: Rio – Atenas (escala em Roma)
15/07: Roma (escala de 14h, ideal para dar uma volta nessa cidade incrível) – Atenas
16/07: Chegada à Atenas
17/07: Atenas – Istambul (avião)
18/07: Istambul
19/07: Istambul (saída a noite) – Capadócia (chegada pela manhã)
20/07: Capadócia
21/07: Capadócia
22/07: Capadócia – Pamukkale
23/07: Pamukkale
24/07: Pamukkale – Selçuk (Éfeso)
25/07: Selçuk (Éfeso) – Kusadasi
26/07: Kusadasi (litoral turco) – Samos (ilha grega): Aqui inicia a “batalha” de porto em porto até Santorini
27/07: Samos – Mykonos (ilha grega)
28/07: Mykonos – Santorini (ilha grega)
29/07: Santorini
30/07: Santorini
31/07: Santorini
01/07: Santorini - Atenas
02/07: Atenas
03/07: Atenas – Rio
04/07: Chegada ao Rio

Estadia (todos os valores estão em Reais, com a cotação de 1 euro = R$ 2,42)
            Irei colocar os lugares, valores e tipo de acomodações que eu reservei. Como falei anteriormente, alguma coisa pode mudar durante a viagem. Caso isso, realmente, ocorra, altero os dados depois. Não colocarei os nomes dos hotéis/hostel por enquanto não. Mas no meu retorno da viagem, farei isso e descreverei a minha opinião para cada um deles. Todas as hospedagens estão com o café da manhã incluído:

Atenas: 4 noites – R$193,00 (R$ 48,25/dia)
Tipo de acomodação: quarto para 6 pessoas

Istambul: 2 noites – R$ 72,12 (R$ 36,06/dia) 
Tipo de acomodação: quarto para 6 pessoas

Goreme (Capadócia): 2 noites – R$ 28,96 (R$ 14,48/dia) 
Tipo de acomodação: quarto para 5 pessoas

Pamukkale: 2 noites – R$ 67,76 (R$ 33,88/dia) 
Tipo de acomodação: quarto individual

Selçuk: 1 noite – R$ 37,63 
Tipo de acomodação: quarto individual

Kusadasi: 1 noite – R$ 23,14 
Tipo de acomodação: para 3 pessoas

Samos: 1 noite – R$ 108,90 (começou a ficar caro) 
Tipo de acomodação: quarto individual

Mykonos: 1 noite – R$ 205,70 (ainda bem que é um dia só em Mykonos!) 
Tipo de acomodação: quarto individual

Santorini: 4 noites – R$ 248,08 (R$ 62,02/dia)

Gastos até então:

Passagem aérea Rio – Atenas – Rio: R$ 2800,00

Passagem aérea Atenas Istambul: R$ 470,00

Estadia total (18 noites): R$ 985,29 (média de R$ 54,74 por dia) 
            Média das diárias na Grécia: R$ 75,57/dia
            Média das diárias na Turquia: R$ 28,70/dia

Traslados (os valores dos transportes internos na Turquia posto quando voltar,pois não tenho idéia dos preços)

Ferry:

Kusadasi – Samos (1h30’): € 35,00 (consegui comprar por email e recebi o bilhetes via email, também)

Samos – Mykonos (5h15’): € 53,00

Mykonos – Santorini (2h40’): € 55,00

Santorini – Atenas (4h20’): € 55,00

Total: € 198,00 = R$ 479,16

            Por enquanto é isso!
            Um abraço a todos!